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Olá, super secretárias!

Como já dissemos, a comunicação é uma das habilidades fundamentais para uma boa secretária. Quanto melhores forem suas habilidades de comunicação, mais bem sucedidos serão seus contatos, seja com clientes, superiores ou colegas de trabalho.

Um elemento que pode causar muitos conflitos na comunicação é o que chamamos em Língua Portuguesa de Variação Linguística. A variação linguística consiste nas diferenças de fala que constroem a linguagem do indivíduo. Pode ocorrer devido a diversos fatores, e por isso é dividida em três tipos: sociocultural (de acordo com o nível de instrução do indivíduo e os meios aos quais se relaciona), histórica (de acordo com a época em que o falante nasceu), ou geográfica, sobre a qual falaremos mais especificamente:

Variação Linguística Geográfica

Em um país com dimensões tão grandes quanto o nosso, é muito comum e facilmente identificada. Quando fala-se em Geografia, nos vem à mente “mapas”. Portanto, a variação geográfica consiste nas diferenças de fala que ocorrem de região para região: sotaque, vocabulário, gírias, entonação de voz. Resumindo, de acordo com a região onde nascemos e vivemos, construimos um jeito particular de falar. Conseguimos diferenciar muito facilmente pela fala um gaúcho de um baiano, por exemplo. Da mesma forma, quem nasce no Paraná, mas passa alguns anos da sua vida em outra região, tem a fala diferente de uma pessoa que nunca saiu do estado. Isto é a variação geográfica, que também pode ocorrer de país para país. O português brasileiro é diferente do de Portugal, que é diferente do de Angola, e assim por diante.

A variação geográfica é para mim uma das maravilhas da linguagem humana. Através desta variação, podemos perceber a riqueza da cultura de um povo. No trabalho do Secretariado, a profissional tem contato com indivíduos de diversas regiões do país – e do mundo! Por isso,com certeza já ouviu alguns destes exemplos que vamos comentar para ilustrar:

– Você conhece a mandioca, aipim ou macaxeira? Se for do Sul, é provável que conheça “aipim” e “mandioca”, mas se você for do Nordeste, certamente conhecerá a “macaxeira”. Todas essas palavras representam a mesma coisa, mas em cada região, fala-se de um jeito. Já ouviu falar em “mimosa”? Se for do Paraná, é provável que sim, se for de Santa Catarina, talvez entenda se dissermos “mexerica”, ou se for de outras regiões, seja mais comum “tangerina”.

Viram só? É muito fascinante… e as diferenças não param por aí!

– O característico “sotaque” de cada região se forma devido a fatores como a colonização. Dependendo das culturas que deram origem à linguagem local, o povo da região constrói seu vocabulário e sua pronúncia. O carioca carrega nos “erres”, o baiano fala “sossegado”, o gaúcho capricha nas expressões de origem castelhana, o catarinense do litoral puxa os “x”, o mineiro arrasta as frases… e assim por diante…

Mas por que a secretária executiva, preciso conhecer e estar atenta a estas variações?

No seu cotidiano, o contato com pessoas de diferentes regiões é muito frequente. Como já dissemos, a variação pode ser de região para região de um mesmo país ou mesmo de um país para outro. Se você trabalha em uma multinacional, é possível que tenha contato com pessoas de diferentes países. Assim, é preciso conhecer as diferenças entre a cultura do indivíduo e a sua. Desta forma, certamente o processo de comunicação será mais eficiente.

Em qualquer ambiente profissional, nos deparamos com pessoas de diferentes regiões, e por isso, com diferentes formas de se expressar. É preciso conhecer e respeitar a linguagem do outro. Se tivermos a consciência destas diferenças, ao invés de encararmos algumas formas de expressão como “erradas”, a tendência é que passemos a vê-las como “diferentes”. Assim, certamente o processo comunicativo será melhor e mais proveitoso. Sem contar que o crescimento cultural de quem aprende a conhecer diferentes culturas – neste caso, expressas pela linguagem – é visível e só tem a contribuir com o lado profissional.

Que tal contribuir com algum depoimento seu? Todo mundo tem uma história para contar que fala sobre sua variação linguística… quem nunca riu o causou riso devido ao seu sotaque? Se tiver algo para contar, adoraremos ouvir!

Até a próxima, Super Secretária Executiva!

Professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, especialista em Língua Portuguesa e Literaturas pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória - PR. Mestre em Estudos de Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina.





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writer1
  1. nil keiroz says:

    olá?? eu achei o assunto muito interessante e bem explicativo. eu estou fazendo ADM e eu estou fazendo um contexto sobre Vairiaçoes linguisticas. queria saber como eu posso fazer um texoto disertativo sobre o meu local de trabalho sobre a Variação linguistica?? abraços!!

    • Regi says:

      Olá Nil! Que bom que gostou do tema, e parabéns pelo seu trabalho, pois a variação linguística é um tema que merece muito estudo!
      Para escrever um bom texto dissertativo, nada melhor do que estar bem informada para poder argumentar. Portanto, procure conhecer ao máximo seu ambiente de trabalho. Quais as origens dos colegas de trabalho? Em que cidades ou estados nasceram? Moraram em outros lugares? Descende de quais culturas?
      Outro ponto que deve ser enfatizado é a ocorrência das variações linguísticas no público que passa por você e seus colegas. Procure lembrar de situações em que a variação linguística tenha interferido ou tornado um ato de comunicação engraçado… em empresas que atendem pessoas de diferentes regiões, isso costuma acontecer o tempo todo!

      Beijos e um ótimo trabalho. Caso tenha dúvidas, é só falar!

  2. Edilza Oliveira says:

    eu ja passei por isso , moro no interior e fui passar minhas ferias na capital e fazendo amizade com algumas pessoas , certa vez um dos colegas interrompeu minha conversa dizendo que eu falava muito engraçado e pediu para eu repetir rindo…..

  3. Edilza Oliveira says:

    eu ja passei por isso , moro no interior e fui passar minhas ferias na capital e fazendo amizade com algumas pessoas , certa vez um dos colegas interrompeu minha conversa dizendo que eu falava muito engraçado e pediu para eu repetir rindo…..

  4. Helaine Guimarães says:

    Olá Regi gostei muito do seu texto…realmente a língua tem disso mesmo…estou desenvolvendo um projeto de pesquisa em variações linguísticas na área de treinamento e desenvolvimento de empresas multinacionais.Gostaria de saber se tem alguma sugestão bibliográfica para o tema.grata

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